quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Minúcias sobre os Homens: Noblesse Oblige!

O homem de hoje está desnorteado, pois não se preparou para a conquista das mulheres, não se lembra mais como é ser macho.
O homem acha que tem de cantar a mulher no primeiro encontro. NÃO aceite, senão você já estará marcada: essa é piriguete!
Não cobre do homem coisas como lembranças de datas, flores, cavalheirismo, etc. Isso lhe permitirá conhecê-lo: o bom fará isso espontaneamente, o babaca não vale a pena mesmo.
Ouça as propostas do homem, aceite os que valem a pena. Os outros, negue com um sorriso, mas com firmeza. Ele vai entender, ou é muito burro!

Não tente agarrar o homem logo nos primeiros encontros. Não precisa. Seja espontânea, alegre e um pouco enigmática, ele ficará doido para decifrá-la.
Não tenha medo dos homens, eles são como gorilas, que urram muito, batem no peito, mas nada que uma banana não acalme, às vezes são mais sem graça que passar pomada em frieira.

Há dois tipos de homem: O Sansão, fortão, blusa apertada, exibicionista, bobo e burro; e o Einstein, gênio, sabe tudo, egoísta e desajeitado. Fuja dos dois.Os mais interessantes estão entre os outros tipos.
Fuja do homem violento. Começa com um tapa, um pedido de desculpa; um beliscão um pedido de desculpa, e por ai segue. A sua auto-estima vai caindo, a dominação dele aumentado. O resultado é sempre trágico.
Todo homem, gosta de orgulhar-se da mulher que está ao seu lado. Portanto, seja elegante, discreta, agradável e atenciosa para com ele, principalmente quando estiverem entre seus amigos.
Trocar gestos de carinho em público é legal. Todavia, cuidado com exageros, pois tem muitos homens com vocação para proxeneta, e você passa a ser uma peça em exposição.
Balada não é o melhor lugar para se conhecer futuros namorados. Os homens estão ali caçando. De qualquer maneira, pratique elegância, discrição, segurança e auto-estima, afinal: “NOBLESSE OBLIGE.”

E ninguém melhor que o grande poeta Vinicius de Moraes para dar a: “Receita de mulher”.

“(...) é preciso que tudo isso seja sem ser, mas
que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso,
é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que
umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde.”


“(...) com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.”


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