Quem não quer ter um amor de verdade na vida levanta a mão! Ué está todo mundo com as mãos abaixadas? Ah ninguém certo? Ninguém quer viver sozinho para o resto da vida, até os mais céticos não desejam passar por essa vida desacompanhados, afinal com quem eles discutiriam seus ceticismos?
A verdade é que há no mundo milhões de pessoas sozinhas, esperando encontrar alguém ao acaso, alguém que o faça rir, se divertir, alguém.
Ma não nos façamos de vitimas da situação, pobres de nós que fomos amaldiçoados pela Deusa do Amor! NÃO! Devemos ter consciência da quantidade de “Nãos” que já distribuímos por ai sem ao menos saber por que.
Não sei o que acontece com os processos cognitivos das pessoas quando elas tem um encontro, parece que eles congelam! As palavras ao invés de saírem pela boca, saem pelo nariz, ou seja, você acaba falando coisas sem sentindo e que te fazem parecer um idiota.
Parece um problema intelectual incurável, mas eu sei que não é, porque um dia alguém vai dizer, isso é tão “bonitinho”, por mais estúpido que pareça.
" Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo. " não é mesmo Martha Medeiros?
É um medo, uma vontade de fugir quando alguém se aproxima que eu nem sei como descrever. A intelectualidade vai até onde o interesse não chega.
Porque você já observou como ficamos extremamente estúpidos quando estamos interessados em alguém? As palavras saem pela boca sem passar pelo cérebro, a voz afina e se eleva como se você quisesse cantar num coral e claro você esbarra até em você mesma, impossível ser menos desastrada. Perdemos o filtro.
E eu vou te contar qual é o problema disso. O problema é que graças a esse domínio singular da conquista, nos afastamos das pessoas, primeiro com medo de levar um NÃO e segundo com medo de parecer um débil mental.
Eu posso garantir que isso não é um privilégio feminino não, os homens também sofrem desse mal. É tão difícil revelar as suas intenções a alguém. Encorajamo-nos e pensamos sempre no tal dos 50% de chance positiva, os outros 50% preferimos não pensar porque afinal eles já nos pertence.
Eu sei que quando falamos de amor, esses riscos são os mais inofensivos que podemos conhecer. Não nos fazem perder o emprego, nem ficar hospitalizados (talvez em alguns casos), não tem juros, eles só podem doer por alguns dias, te deixar deprimido, mas, nada que um pote gigantesco de sorvete ou um bom porre não te ajude a superar. E claro nada que as comédias românticas não te façam acreditar novamente no poder magnífico do amor. [sarcasmo]
Sim, seja Bem Vindo ao jogo da conquista onde o sim e o não podem valer um milhão de reais ou o maior papelão da sua vida. Ninguém passará incólume por esses joguinhos imbecis da conquista.
Sabe o que falta nesse constrangimento todo, sinceridade. Se revelássemos aquilo que de fato sentimos pelas pessoas, haveria muito mais pares do que avulsos. Temos tanta coragem para falar mal dos outros, para falar palavrão, mas um medo terrível de falar coisas bonitas, como se isso fosse uma espécie de vírus altamente contagioso e tóxico. Nos escondemos atrás de não sei o que e depois queremos nos matar de arrependimento e colocar a culpa nas coisas e no mundo.
Duvido que você não leia seu signo para ter uma idéia positiva de como será o seu dia, que você não leia os artigos daquelas revistas que dizem ter as trocentas e uma mil formas de agarrar o homem ou a mulher da sua vida, como conquistar o homem ou a mulher do signo da " lua".Lê claro que lê.
Está todo mundo em busca de uma "dicazinha", qualquer coisa que dê a sensação de que você está fazendo a coisa certa.
Ficamos sempre a mercê dos desencontros, tudo bem que Vinicius de Moraes sempre dizia, "A vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida.", mas não precisamos nos tornar mestres em desencontros, certo? Temos por direito nessa vida, a pelo menos um encontro certeiro e confortável.
Mas sabe qual é a coisa certa, por mais assustador que possa parecer? Ser você mesmo. É você. Com todas as suas idiossincrasias, porque afinal é a única coisa que conhecemos suficientemente bem para falar a respeito.
Eu não tenho uma fórmula surpresa para indicar,(Infelizmente, caso contrário estaria rica) mas talvez falar um pouco mais de SIM para essas chances que o destino anda trazendo, possa nos ajudar a mudar o enredo dessa prosa.
Ou ... podemos continuar dançando a velha e conhecida Quadrilha de Drummond :
"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."