O que será que se
esconde atrás de sentimentos velados? Sentimento, ah os sentimentos... Tão
cheios de contrários e tão necessários.
Costumam dizer os
especialistas em relacionamento, que amor de verdade só “vinga” se o sentimento
do homem for maior que o da mulher. Eu não gosto da ideia de calmaria e
segurança unilateral. O amor precisa de equilíbrio e de paixão para
sobreviver. Quão inquietante deve ser uma chama branda no coração de uma
mulher.
Nego-me a aceitar
que o sucesso do amor se traduza em desencontros, joguinhos e despeitos. O amor
de verdade nos rouba da razão.
Bonito mesmo, é o
amor que transborda, que sorri, que suspira, que é urgente. Urgente de carinho,
de beijo, de desejo, de esperança, de acolhimento, de compreensão, de
intimidade...
A inefável sensação
de tudo que ele causa nos amantes, chega a ser palpável. O amor é aquela
melodia que te carrega sem destino, suplicando sempre por mais. Um bom dia, uma
palavra, um toque e todo o necessário lhe é concedido. Amar é um presente.
Como uma sinfonia
completa, o amor é feito de alegria, drama, dor, paixão, todos os tipos de
extremos, e por isso é amor.
O amor não tem
regras. Cada coração cria os seus limites, que por vezes, são sempre
ultrapassados. Amor, amar, sorrir, dançar...
Sinta, o amor é uma
canção, se você escuta, dance e jamais aceite que lhe peçam para parar de dançar.
Escrevendo ao som de Bach - Double Violin
Concerto in D minor 2nd movement, Largo
